
FIV
Aspiração de óvulos: como é e o que esperar depois
Aspiração de óvulos: como é e o que esperar depois
Aspiração de óvulos: como é e o que esperar depois
Dra. Mariana de Carvalho Cruz
Dra. Mariana de Carvalho Cruz
Dra. Mariana de Carvalho Cruz
CRM-SP 227.163 · RQE 152.124
CRM-SP 227.163 · RQE 152.124
CRM-SP 227.163 · RQE 152.124

A punção folicular é feita sob sedação, por via transvaginal e guiada por ultrassom, cerca de 34 a 36 horas depois do gatilho. Dura em torno de vinte minutos e a paciente vai para casa no mesmo dia, com acompanhante. Cólica, sangramento vaginal discreto e distensão abdominal por um a dois dias são esperados. Dor intensa, febre ou distensão que piora exigem contato com a equipe.
O dia da coleta
A punção acontece na janela de 34 a 36 horas depois do gatilho, e essa janela é rígida: antes dela os óvulos não completaram a maturação, depois dela o risco é de já ter havido ovulação. É por isso que o horário do gatilho é combinado com tanta precisão na véspera.
Você chega em jejum, conforme a orientação da equipe de anestesia — em geral algumas horas sem alimento e sem líquidos. Leve documento, o pedido, e vá acompanhada.
No mesmo dia é colhida a amostra de sêmen, se o material não estiver congelado. Vale conferir com antecedência qual o período de abstinência orientado, porque isso interfere na qualidade da amostra.
Como o procedimento é feito
A sedação é feita por anestesista, por via venosa. Você adormece e não tem memória do procedimento.
Com um transdutor de ultrassom transvaginal, o médico visualiza os ovários e os folículos. Acoplada ao transdutor há uma guia por onde passa uma agulha fina, que atravessa a parede vaginal e alcança cada folículo. O líquido folicular é aspirado e enviado imediatamente ao laboratório, onde o embriologista procura o óvulo dentro dele.
O procedimento dura tipicamente entre quinze e trinta minutos, dependendo do número de folículos. Não há corte nem ponto: o acesso é através da parede vaginal.
Depois você fica em observação por algumas horas, até a sedação passar por completo, e recebe alta no mesmo dia.
Por que o número de óvulos não bate com o de folículos
Essa é a frustração mais comum do dia, e ela tem explicação.
O ultrassom conta folículos, que são estruturas cheias de líquido. Nem todo folículo contém um óvulo. Dos óvulos recuperados, uma parte pode estar imatura — e só os maduros, em metáfase II, podem ser fertilizados por ICSI.
Então a sequência habitual é: folículos vistos no ultrassom, um número menor de óvulos coletados, um número menor ainda de óvulos maduros. Isso é biologia esperada, não erro de técnica.
E a perda continua depois: nem todo maduro fertiliza, e nem todo fertilizado chega a blastocisto. O caminho está descrito em desenvolvimento embrionário.
O que é esperado sentir
Cólica semelhante à menstrual, de intensidade variável, mais forte nas primeiras horas e melhorando ao longo de um a dois dias. Analgésico simples costuma resolver, e a equipe orienta qual.
Sangramento vaginal discreto, por causa da passagem da agulha pela parede vaginal. É pequeno e dura pouco.
Distensão abdominal, que já vinha do estímulo e pode persistir alguns dias. Os ovários ficam aumentados e levam algumas semanas para voltar ao tamanho habitual.
Sonolência e indisposição no restante do dia, por conta da sedação.
A menstruação costuma vir uma a duas semanas depois, e pode ser diferente do habitual.
Quando ligar para a equipe
Estes sinais não são esperados e pedem contato, inclusive fora do horário:
dor abdominal intensa ou que piora em vez de melhorar;
distensão progressiva com ganho rápido de peso;
náusea e vômitos persistentes;
falta de ar;
redução importante do volume de urina;
febre;
sangramento vaginal volumoso;
tontura ou desmaio.
Os primeiros descrevem a síndrome de hiperestimulação ovariana. Os demais podem indicar sangramento intra-abdominal, infecção ou torção ovariana, complicações pouco frequentes mas que exigem avaliação rápida.
Ovário aumentado tem mais risco de torcer, e é por isso que se orienta evitar esforço intenso e movimentos bruscos nos dias seguintes.
O que acontece em seguida
No dia seguinte, o laboratório informa quantos óvulos estavam maduros e quantos fertilizaram. Depois disso, o acompanhamento é do desenvolvimento dos embriões até o quinto ou sexto dia.
A partir daí, dois caminhos: transferência naquele mesmo ciclo, ou vitrificação de todos os embriões e transferência num ciclo posterior, a estratégia freeze-all. A decisão depende de como o ciclo transcorreu, do risco de hiperestimulação e do endométrio.
Se a coleta produziu poucos óvulos e você já esperava mais, vale conversar com a equipe sobre o que isso significa para os próximos passos, e não tirar conclusões sozinha no mesmo dia. O número da coleta é apenas o primeiro de vários.
Perguntas frequentes
A aspiração dói?
Durante o procedimento não, porque é feito sob sedação. Depois é comum sentir cólica parecida com a menstrual e desconforto abdominal por um a dois dias, que costuma responder a analgésico simples. A intensidade varia com o número de folículos puncionados.
Todo folículo tem um óvulo dentro?
Não. O ultrassom conta folículos, que são estruturas com líquido, e nem todos contêm óvulo. Dos óvulos recuperados, uma parte pode estar imatura e não poder ser usada. Por isso o número de folículos vistos na véspera quase nunca é igual ao número de óvulos maduros no fim do dia.
Preciso de acompanhante?
Sim, e isso não é formalidade. A sedação afeta reflexos e julgamento por horas, então você não pode dirigir nem voltar sozinha. Vá com alguém que possa levá-la para casa e ficar por perto no restante do dia.
Quando volto às atividades normais?
A maioria retoma a rotina no dia seguinte. Vale evitar exercício intenso, esforço físico e relação sexual por alguns dias, sobretudo se houver muitos folículos puncionados, porque os ovários ficam aumentados e mais sensíveis a torção.
Quando saberei quantos óvulos foram coletados?
O número de óvulos costuma ser informado no mesmo dia, ainda no serviço. A informação sobre quantos estavam maduros e quantos fertilizaram vem no dia seguinte, quando o laboratório avalia a fertilização.
Fontes
ESHRE — Guideline on ovarian stimulation for IVF/ICSI
ANVISA — RDC 771/2022, sobre bancos de células e tecidos germinativos
A punção folicular é feita sob sedação, por via transvaginal e guiada por ultrassom, cerca de 34 a 36 horas depois do gatilho. Dura em torno de vinte minutos e a paciente vai para casa no mesmo dia, com acompanhante. Cólica, sangramento vaginal discreto e distensão abdominal por um a dois dias são esperados. Dor intensa, febre ou distensão que piora exigem contato com a equipe.
O dia da coleta
A punção acontece na janela de 34 a 36 horas depois do gatilho, e essa janela é rígida: antes dela os óvulos não completaram a maturação, depois dela o risco é de já ter havido ovulação. É por isso que o horário do gatilho é combinado com tanta precisão na véspera.
Você chega em jejum, conforme a orientação da equipe de anestesia — em geral algumas horas sem alimento e sem líquidos. Leve documento, o pedido, e vá acompanhada.
No mesmo dia é colhida a amostra de sêmen, se o material não estiver congelado. Vale conferir com antecedência qual o período de abstinência orientado, porque isso interfere na qualidade da amostra.
Como o procedimento é feito
A sedação é feita por anestesista, por via venosa. Você adormece e não tem memória do procedimento.
Com um transdutor de ultrassom transvaginal, o médico visualiza os ovários e os folículos. Acoplada ao transdutor há uma guia por onde passa uma agulha fina, que atravessa a parede vaginal e alcança cada folículo. O líquido folicular é aspirado e enviado imediatamente ao laboratório, onde o embriologista procura o óvulo dentro dele.
O procedimento dura tipicamente entre quinze e trinta minutos, dependendo do número de folículos. Não há corte nem ponto: o acesso é através da parede vaginal.
Depois você fica em observação por algumas horas, até a sedação passar por completo, e recebe alta no mesmo dia.
Por que o número de óvulos não bate com o de folículos
Essa é a frustração mais comum do dia, e ela tem explicação.
O ultrassom conta folículos, que são estruturas cheias de líquido. Nem todo folículo contém um óvulo. Dos óvulos recuperados, uma parte pode estar imatura — e só os maduros, em metáfase II, podem ser fertilizados por ICSI.
Então a sequência habitual é: folículos vistos no ultrassom, um número menor de óvulos coletados, um número menor ainda de óvulos maduros. Isso é biologia esperada, não erro de técnica.
E a perda continua depois: nem todo maduro fertiliza, e nem todo fertilizado chega a blastocisto. O caminho está descrito em desenvolvimento embrionário.
O que é esperado sentir
Cólica semelhante à menstrual, de intensidade variável, mais forte nas primeiras horas e melhorando ao longo de um a dois dias. Analgésico simples costuma resolver, e a equipe orienta qual.
Sangramento vaginal discreto, por causa da passagem da agulha pela parede vaginal. É pequeno e dura pouco.
Distensão abdominal, que já vinha do estímulo e pode persistir alguns dias. Os ovários ficam aumentados e levam algumas semanas para voltar ao tamanho habitual.
Sonolência e indisposição no restante do dia, por conta da sedação.
A menstruação costuma vir uma a duas semanas depois, e pode ser diferente do habitual.
Quando ligar para a equipe
Estes sinais não são esperados e pedem contato, inclusive fora do horário:
dor abdominal intensa ou que piora em vez de melhorar;
distensão progressiva com ganho rápido de peso;
náusea e vômitos persistentes;
falta de ar;
redução importante do volume de urina;
febre;
sangramento vaginal volumoso;
tontura ou desmaio.
Os primeiros descrevem a síndrome de hiperestimulação ovariana. Os demais podem indicar sangramento intra-abdominal, infecção ou torção ovariana, complicações pouco frequentes mas que exigem avaliação rápida.
Ovário aumentado tem mais risco de torcer, e é por isso que se orienta evitar esforço intenso e movimentos bruscos nos dias seguintes.
O que acontece em seguida
No dia seguinte, o laboratório informa quantos óvulos estavam maduros e quantos fertilizaram. Depois disso, o acompanhamento é do desenvolvimento dos embriões até o quinto ou sexto dia.
A partir daí, dois caminhos: transferência naquele mesmo ciclo, ou vitrificação de todos os embriões e transferência num ciclo posterior, a estratégia freeze-all. A decisão depende de como o ciclo transcorreu, do risco de hiperestimulação e do endométrio.
Se a coleta produziu poucos óvulos e você já esperava mais, vale conversar com a equipe sobre o que isso significa para os próximos passos, e não tirar conclusões sozinha no mesmo dia. O número da coleta é apenas o primeiro de vários.
Perguntas frequentes
A aspiração dói?
Durante o procedimento não, porque é feito sob sedação. Depois é comum sentir cólica parecida com a menstrual e desconforto abdominal por um a dois dias, que costuma responder a analgésico simples. A intensidade varia com o número de folículos puncionados.
Todo folículo tem um óvulo dentro?
Não. O ultrassom conta folículos, que são estruturas com líquido, e nem todos contêm óvulo. Dos óvulos recuperados, uma parte pode estar imatura e não poder ser usada. Por isso o número de folículos vistos na véspera quase nunca é igual ao número de óvulos maduros no fim do dia.
Preciso de acompanhante?
Sim, e isso não é formalidade. A sedação afeta reflexos e julgamento por horas, então você não pode dirigir nem voltar sozinha. Vá com alguém que possa levá-la para casa e ficar por perto no restante do dia.
Quando volto às atividades normais?
A maioria retoma a rotina no dia seguinte. Vale evitar exercício intenso, esforço físico e relação sexual por alguns dias, sobretudo se houver muitos folículos puncionados, porque os ovários ficam aumentados e mais sensíveis a torção.
Quando saberei quantos óvulos foram coletados?
O número de óvulos costuma ser informado no mesmo dia, ainda no serviço. A informação sobre quantos estavam maduros e quantos fertilizaram vem no dia seguinte, quando o laboratório avalia a fertilização.
Fontes
ESHRE — Guideline on ovarian stimulation for IVF/ICSI
ANVISA — RDC 771/2022, sobre bancos de células e tecidos germinativos
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Neo Vita © 2026 - Todos os Direitos Reservados.
NVS Clínica de Medicina Avançada LTDA. CNPJ 27.595.526/0001-18
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