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Barriga solidaria: conheça as regras para útero de substituição segundo o CFM

Barriga Solidária 05/06/2019
Barriga solidaria: conheça as regras para útero de substituição segundo o CFM

Útero de substituição ou cessão temporária de útero, conhecido também como “barriga solidaria”, é a técnica de reprodução assistida indicada para aquelas pacientes que não possuem o útero porque o retiraram cirurgicamente (histerectomia) ou que não podem engravidar por alguma doença grave que coloque em risco a mãe e filho. Também é indicada para aquelas mulheres que possuem o útero, mas tem alguma alteração muito importante na cavidade uterina (presença de vários e grandes miomas, adenomiose importante, aderências extensas) que acabam atrapalhando a implantação e o desenvolvimento embrionário.

O tratamento consiste na realização de uma fertilização in vitro com a formação de embriões (óvulo e espermatozoide do casal). Os embriões são então transferidos para o útero de outra mulher (doadora temporária do útero). Apesar de ser uma prática antiga e cada vez mais utilizada no Brasil, não há atualmente uma legislação que regulamente o procedimento. Nesse caso, opta-se por seguir as orientações éticas do Conselho Federal de Medicina. Trata-se de uma situação complexa, que frequentemente envolve vários indivíduos, sendo necessário um acompanhamento psicológico de todos.

Segundo a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família de um dos parceiros em um parentesco consanguíneo até o 4º grau (mãe, irmã, avó, tia e prima)ou parentesco consanguíneo descendente (filha e sobrinha). Quando a doadora temporária do útero não preencher esses critérios de parentesco, é necessária uma autorização especial do Conselho Regional de Medicina (CRM). Esse processo não poderá ter caráter lucrativo ou comercial. Todos os envolvidos devem assinar um termo de consentimento informado, ter um relatório médico e psicológico, atestando a adequação clínica e emocional da doadora temporária do útero. Se a doadora temporária do útero for casada ou ter uma união estável, o companheiro ou cônjuge deve apresentar por escrito a sua autorização.

As etapas para a formação do embrião serão as mesmas de uma FIV: A paciente será submetida a uma estimulação ovariana com uso de hormônios injetáveis, para se obter através da punção folicular os oócitos que serão fertilizados com os espermatozoides do parceiro. Durante esse período, a doadora temporária do útero faz uso de hormônios para sincronizar o seu endométrio, preparando o útero para receber os embriões. 3 ou 5 dias após a punção folicular e coleta dos óvulos, é realizada a transferência dos embriões para o útero da doadora. A transferência é um procedimento indolor, sendo realizado através de um exame ginecológico, sem a necessidade de anestesia (é indolor).

Nós, da Neo Vita, estamos á disposição em nossa página de contato para responder suas dúvidas.

Crédito: O_Lypa / Tipo de licença: Royalty-free / Coleção: iStock / Getty Images Plus

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