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Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

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Descubra qual a taxa de sucesso no procedimento de ICSI

Fertilização 05/06/2020

A ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide) é uma técnica de reprodução assistida, em que a fertilização também ocorre in vitro; entretanto, não ocorre espontaneamente, ou seja, o espermatozoide é colocado (injetado com o auxílio de uma micro agulha) dentro do ovócito para que ocorra a fertilização.

Os procedimentos de indução, maturação e aspiração de ovócitos são idênticos ao da FIV clássica, igualmente a coleta e preparo do sêmen; a única diferença está no processo de fertilização, como falamos anteriormente.

Como ocorre a ICSI?

O espermatozoide é colocado dentro de uma pipeta especial de vidro (injection). Essa pipeta perfura e atravessa a zona pelúcida; penetra no citoplasma do ovócito, que deve estar fixado por outra pipeta de vidro (holding), e neste momento o espermatozoide é injetado dentro do ovócito. Todo o procedimento é realizado sob microscopia invertida, por meio de um aparelho especializado, o micromanipulador. Após um período na incubadora, conseguimos identificar se houve ou não a fertilização, através da observação no citoplasma do ovócito de duas estruturas chamadas de pro-núcleos, onde um deles é do espermatozoide e o outro é do ovócito. O encontro destes pro-núcleos evidencia a fertilização. Daí em diante ocorrerão várias duplicações celulares, formando-se os pré-embriões.

Por fim, o processo de transferência de embriões é igual ao da técnica da FIV clássica, onde os melhores embriões são colocados dentro da cavidade do útero através de um catéter de plástico fino e flexível. Após a transferência embrionária espera-se que o embrião se implante no útero gerando uma gestação.

Taxa de sucesso no procedimento da ICSI

A ICSI é realizada nos casos onde há poucos ovócitos recuperados, casos de biópsia embrionária, em pacientes que tiveram falhas repetidas nos tratamentos de FIV clássica, sêmen criopreservado de pacientes com câncer já curados e aqueles que possuem distúrbios ejaculatórios.

Além de todas as indicações anteriores, a ICSI tem sido aplicada principalmente em casos de infertilidade por fator masculino, como por exemplo, em casos de parâmetros seminais extremamente anormais:

-Oligozoospermia – menos de 5 milhões de sptz/ml(baixa concentração de espermatozoides);

-Astenozoospermia – motilidade progressiva espermática abaixo de 32%. (baixa motilidade de espermatozoides);

-Teratozoospermia – morfologia de Kruger menor que 4% (alteração na morfologia dos espermatozoides);

– Anticorpos anti-espermatozoides;

– Azoospermia obstrutiva e não obstrutiva – Casos com punção dos espermatozoides pelo epidídimo ou por biópsia testicular.

As taxas de Fertilização com ICSI variam em diferentes estudos, entre 60 e 75%. A fertilização bem sucedida com a ICSI pode ser menor com sêmen recuperado cirurgicamente do que com o espermatozoides do ejaculado, portanto as taxas são em ambos os casos muito boas.As taxas de fertilização com sêmen criopreservado parecem ser equivalentes às observadas com sêmen fresco.
As taxas de gravidez e nascidos vivos com embriões resultantes da FIV-ICSI são tão boas quanto aquelas obtidas com embriões derivados da inseminação/fertilização in vitro clássica.

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