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Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

Resp Técnico: Dr. Fernando P. Ferreira

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Entenda sobre a classificação de embriões e sua relação com a FIV

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Em uma gravidez natural, o embrião é formado na tuba uterina e cai na cavidade uterina quando o embrião se encontra em D5, no estágio de blastocisto. Comparando aos embriões com menos dias, este embrião apresenta uma estrutura celular mais diferenciada. É um embrião com 5 ou 6 dias, composto por aproximadamente 200 células, que se desenvolveu ao ponto de ter componentes celulares diferentes: massa celular interna, trofoblasto ou trofoectoderma e uma cavidade de fluido, denominada blastocele. As células do trofoectoderma mais tarde se desenvolvem e formam a placenta e as células da massa celular interna são aquelas que irão formar o feto. O blastocisto representa o estágio de desenvolvimento embrionário prévio à implantação no útero. A possibilidade de levar o embrião para o estágio de blastocisto depende da qualidade dos gametas (ovócitos e espermatozoides).

Transferência de blastocisto na FIV

Quando optamos por transferir blastocisto, teremos um menor número, porém a possibilidade de selecionar o melhor embrião aumenta, aumentando a taxa de sucesso de um tratamento de FIV. Apesar de ocorrer o risco de não ter embrião para transferência, quando tem, a taxa de implantação e gravidez aumenta, pois existem alguns estudos científicos, inclusive, que afirmam ser a fase de blastocisto, a fase ideal de transferência embrionária, pois é sincrônica com o que ocorre na natureza – embrião na cavidade uterina no D5 ou D6. Mas, isso não significa que quando transferimos embriões em D3, não teremos gravidez no tratamento. Por outro lado, quando um casal transfere embriões em D3, o número de embriões para transferência é maior, mas pode ocorrer de não obter o sucesso desejado no tratamento. Quando há falha de implantação devido a transferência ser no D3, certamente esse embrião se continuasse o seu desenvolvimento não chegaria a estágio de blastocisto. Portanto nesse caso, em uma próxima tentativa, seria importante a transferência ser realizada em estágio de blastocisto.

Classificação embrionária

Figura: Esquema de um blastocisto expandido 5 dias após a fertilização. O aglomerado de células na área de 10 a 12 horas é a massa celular interna (MCI) que irá se tornar o feto. As células do Trofectoderma (TE), que irão formar a placenta, cercam a cavidade (blastocele). A cavidade (blastocele) cheia de líquido fica no centro.

Definição de um blastocisto:  é um embrião que se desenvolveu ao ponto de ter dois componentes celulares diferentes (massa celular interna = MCI e Trofoblasto ou Trofoectoderma = TE) e uma cavidade de fluido (blastocele).  Embriões humanos atingem o estágio de blastocisto após o 5º dia de fertilização, seja naturalmente ou in vitro.  A transferência de blastocistos na fertilização in vitro pode resultar em altas taxas de sucesso, com risco muito baixo de trigêmeos (podemos transferir apenas um ou dois embriões, sem perder resultado).

Sistema de pontuação do Blastocisto (Desenvolvimento e Qualidade):

-Pesquisa de fragmentação do DNA espermático;

-Avaliação da super-mofologia: super-ICSI;

– Microdeleção do cromossomo Y;

-Pesquisa de varicocele;

-Pesquisa de anti-corpos anti-espermatozóides.

A seguir descrevemos o sistema de classificação de blastocistos desenvolvido e publicado originalmente pelo Dr. David Gardner, no final dos anos 1990. Este é o sistema mais utilizado no mundo nas clínicas de Fertilização in vitro. O sistema de classificação de blastocistos do Dr. Gardner atribui três notas diferentes para cada aspecto avaliado no embrião:

1 – Fase de desenvolvimento do blastocisto: expansão e eclosão (“hatching”);

2 – Massa Celular Interna (MCI): pontuação e qualidade;

3 – Trofoectoderma (TE): pontuação e qualidade.

Aos Blastocistos é dado um grau de qualidade para cada um dos seus três componentes e a pontuação é expressa como o grau de expansão (listado em primeiro lugar, com nota de 1 a 6), a nota da massa celular interna (MCI, com letras de A a C), listada em segundo lugar e em terceiro, o grau do trofoectoderma (TE, também com letras de A a C). Por exemplo, um blastocisto com qualidade 4AB significa que ele está expandido (grau 4), tem muitas células bem coesas na massa celular interna (grau A) e tem um trofoectoderma com poucas células e formam um epitélio frouxo (grau B). Veja os exemplos de imagens de blastocisto de classificação abaixo.

Vale ressaltar que a classificação de blastocistos é também uma classificação morfológica. Ela está sujeita a falhas e certamente não é o melhor fator preditivo para uma gravidez, mas ainda é o método mais utilizado e que tem uma boa correlação entre a nota dada ao embrião e sua chance de gravidez.

Fotos de blastocistos iniciais:

Fotos de blastocistos intermediários:

Fotos de blastocistos expandidos:

Blastocistos em “Hatching” (em eclosão, saindo da “casca”):

Imagem de um blastocisto no dia 6 de cultura in vitro. Está quase completamente eclodido, fora de sua “casca” (vista no canto inferior esquerdo da imagem). Depois que o blastocisto eclode totalmente e completa o processo de “hatching”, ele está pronto para invadir a cavidade uterina. Este embrião tem um grau de qualidade de 5AA (massa celular interna vista no fundo está fora do plano de foco). As áreas escuras na parte superior direita e inferior da foto são sombras na gota de meios de cultura.

Blastocisto completamente eclodido (fora da sua “casca”, “Hatching” completo):

Este blastocisto tem uma classificação 6AA. A massa celular interna está bem compacta e é vista às três ou quatro horas nesta imagem. Um blastocisto saudável irá implantar no prazo de um a quatro dias após sua transferência para o útero, com a invasão das células no revestimento do útero (endométrio).

Referências na Literatura Médica: Gardner, D., “Art and the Human Blastocyst”, Serono Symposia Series, Springer Verlag NY, 2001

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