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Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

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FIV com hidrossalpinge: o líquido pode atrapalhar o processo de fertilização?

O fator tubário é responsável por 35% dos casos de infertilidade feminina e estima-se que 10 a 30% podem ser ocasionados pela presença de hidrossalpinge. A hidrossalpinge é a presença de um líquido nas tubas uterinas ou em apenas uma delas. Na maioria dos casos ocorre por doença inflamatória pélvica (DIP), seja por infecção bacteriana ou doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a Neisseria Gonorrhoeae e a Clamydia Trachomatis, que entram pela vagina, passam pelo colo uterino, endométrio, chegando nas tubas uterinas e pelve. A infecção ocasiona destruição no revestimento das tubas gerando um processo inflamatório e infeccioso. Deste modo para proteger o abdômen, as tubas fecham suas fímbrias e o líquido tóxico fica retido deixando a tuba dilatada.

 Hidrossalpinge reduz chance de gestação na FIV

O líquido tóxico pode atrapalhar o processo de fertilização e com essa condição a tuba uterina apresenta-se obstruída, interferindo no processo de fecundação do espermatozoide com o ovócito (óvulo). Essa condição deixa a tuba obstruída, porém nem todos os casos são ocasionados por hidrossalpinge. As secreções que se acumulam podem chegar ao endométrio e prejudicar a implantação. Sendo assim, a hidrossalpinge diminui as taxas de gestação, aumenta o aborto espontâneo e reduz de até 50% nas taxas de implantação nos tratamentos de Fertilização in vitro (FIV).

Sintomas causados pela hidrossalpinge

Os sintomas podem ser dores abdominais, inchaço e corrimento vaginal de aspecto e cores diferenciadas dos habituais, mas também pode ser assintomática e assim a mulher pode chegar ao diagnóstico apenas quando passar a investigar a causa da infertilidade.

Como tratar a hidrossalpinge?

O tratamento é realizado com antibióticos por períodos prolongados e estudos mostraram que a retirada das tubas por salpingectomia, antes da FIV, aumentou as taxas de implantação e gestação. Entretanto, a relação da tuba dilatada com a quantidade de líquido secretado estão diretamente ligados a aderência. Também pode acontecer do líquido esvaziar e ainda há presença do liquido tóxico que pode ser detectada através do exame de histerossalpingografia. Todo cuidado é pouco, o importante é que o médico especialista investigue e avalie os casos detalhadamente para que o diagnóstico seja fidedigno. Avaliação de um bom especialista é fundamental para recuperação da paciente e exclusão da doença.

 

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