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Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

Resp Técnico: Dr. Fernando P. Ferreira

CRM-SP: 103.984 | RQE: 39.163.1

Micromanipulação de gametas: a importância desta etapa do processo para FIV

Antes da fertilização, os gametas (óvulos e espermatozoides) são manipulados para que estejam preparados para FIV convencional ou Injeção intracitoplasmática do espermatozoide (ICSI – Intra Citoplasmatic Sperm Inject).

Após a coleta de óvulos, também chamada de punção folicular,  os ovócitos passam por um processo chamando denudação que é a retirada das células cumulus/corona. A denudação é realizada de maneira química com a presença da enzima hialuronidase (facilita a retirada das células) e mecânica com o uso de pipetas finas para forçar a retirada das células da corona radiata.

O ovócito pronto para fertilização é aquele que está maduro, ou seja, em metáfase II com a presença do primeiro corpúsculo polar. O corpúsculo polar tem a função de liberar metade do material genética, a outra metade vem do espermatozoide.

Por outro lado, após o homem realizar a coleta do sêmen, é feito análise macroscópica (fora do microscópio – volume, cor e viscosidade) e análise microscópica (concentração de espermatozoides, motilidade e morfologia). É a realizado o processamento seminal para separar os espermatozoides do plasma seminal. Essa amostra separada será utilizada para fertilização e nela são visualizados apenas espermatozoides com maior porcentagem de móveis.

Por fim, os óvulos e espermatozoides são colocados em uma mesma placa juntos para fertilização in vitro clássica. Entretanto quando a indicação é ICSI os gametas são colocados na mesma placa em gotas e meios de cultura diferentes.

Indicações para realizar o tratamento de FIV-ICSI

A injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é um procedimento de micromanipulação pelo qual um único espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do ovócito.

O uso da ICSI é frequentemente utilizado nos casos onde há poucos ovócitos recuperados, casos de biópsia embrionária, em pacientes que tiveram falhas repetidas nos tratamentos de FIV clássica, sêmen criopreservado de pacientes com câncer já curados e aqueles que possuem distúrbios ejaculatórios.

Além de todas as indicações anteriores, a ICSI tem sido aplicada principalmente em casos de infertilidade por fator masculino, como por exemplo, em casos de parâmetros seminais extremamente anormais:

-Oligozoospermia – menos de 5 milhões de sptz/ml (baixa concentração de espermatozoides);

-Astenozoospermia – motilidade progressiva espermática abaixo de 32%. (baixa motilidade de espermatozoides);

-Teratozoospermia – morfologia de Kruger menor que 4% (alteração na morfologia dos espermatozoides);

-Anticorpos anti-espermatozoides; – Azoospermia obstrutiva e não obstrutiva – Casos com punção dos espermatozoides pelo epidídimo ou por biópsia testicular.

As taxas de Fertilização com ICSI variam em diferentes estudos, entre 60 e 75%. A fertilização bem sucedida com a ICSI pode ser menor com sêmen recuperado cirurgicamente do que com o espermatozoides do ejaculado, portanto as taxas são em ambos os casos muito boas.

As taxas de fertilização com sêmen criopreservado parecem ser equivalentes às observadas com sêmen fresco.

As taxas de gravidez e nascidos vivos com embriões resultantes da FIV-ICSI são tão boas quanto aquelas obtidas com embriões derivados da inseminação/fertilização in vitro clássica.

 

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