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Principais formas de disfunção ovulatória e como pode afetar a gravidez

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As disfunções ovulatórias resultam de deficiências hormonais e também do processo de envelhecimento do ovário. Algumas mulheres menstruam, mas apresentam falhas no processo de ovulação e outras ficam sem menstruar. A Síndrome dos Ovários Policísticos é o principal fator que leva à anovulação. Portanto, há outras também, como a hiperprolactinemia, disfunção da tireoide, obesidade e falência ovariana prematura. Continue a leitura para entender as principais formas de disfunção ovulatória e como pode afetar a gravidez.

A Síndrome do ovário policístico (SOP)

A SOP afeta aproximadamente 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. São consideradas mulheres com SOP, aquelas pacientes que apresentam características de anovulação/ oligoovulação, hiperandrogenismo e ovários policísticos. Apesar do nome da patologia referir-se ao ovário, esta síndrome também está associada a desordens metabólicas: resistência periférica à insulina (RI) e hiperinsulinemia. Os fatores de risco incluem a obesidade, diabetes mellitus tipo II, a dislipidemia, a hipertensão, e doenças cardiovasculares. A síndrome recebe seu nome a partir do aparecimento dos ovários policísticos que resultam da foliculogênese interrompida e disfunção ovulatória. Sendo assim a patologia afeta o controle endócrino, metabólico e a saúde cardiovascular da mulher. As manifestações clínicas incluem oligomenorréia ou amenorréia, hirsutismo e infertilidade. Vale lembrar que nem toda mulher que tem cistos nos ovários sofre da síndrome do ovário policístico.

Hiperprolactinemia

As causas do aumento de prolactina podem ser tanto fisiológicas, farmacológicas e patológicas quando a paciente apresenta tumores benignos secretores de prolactina, denominados de adenomas ou prolactinomas. Os prolactinomas causam hiperprolactinemia e a secreção de altas concentrações de prolactina suprime a produção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas), o que provoca uma diminuição de FSH, LH e o hipoestrogenismo. A hiperprolactinemia é responsável por até 25% dos casos de amenorreia. A alta dosagem do hormônio do leite (prolactina) gera consequências graves à saúde da mulher, como a galactorreia (produção de leite sem estar gestante) e a dificuldade de engravidar.

Disfunção da tireoide

A tireoide é uma glândula situada na base frontal do pescoço. A glândula fabrica dois hormônios: a tiroxina (T4) e a tri-iodo-tironina (T3). A tiroxina é considerada mais importante por atuar como um maestro do metabolismo.

Quando o T4 é produzido em excesso (hipertireoidismo), todas as células do corpo aceleram o seu trabalho. Por outro lado, quando os níveis de T4 caem (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento. Tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem desencadear infertilidade. Estima-se que 4% a 8% da população tenham problemas de tireoide sem sintomas aparentes. Nas pacientes inférteis, essa prevalência pode ser ainda maior. Para aquelas em idade reprodutiva, as irregularidades menstruais, infertilidade e o aborto espontâneo podem ser o primeiro sinal de que algo está errado. Portanto, quando em tratamento, as mulheres com funcionamento diminuído ou aumentado dessa glândula, podem ter seus problemas corrigidos, evitando a infertilidade, as falhas dos tratamentos de fertilização in vitro, alcançando gestações normais e bebês saudáveis.

Obesidade

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças, pois tem propensão a desenvolver problemas de saúde como, por exemplo, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e infertilidade. O excesso de gordura corporal na mulher pode alterar os níveis de insulina liberados pelo pâncreas, o que leva a um aumento na produção de testosterona (hormônio masculino) pelos ovários, dificultando a liberação dos óvulos. A obesidade também está relacionada com a redução da taxa de fertilização, baixa resposta aos tratamentos para infertilidade, aumento do risco de aborto espontâneo, além da maior predisposição a complicações obstétricas. Contudo, a maioria das mulheres obesas pode vir a engravidar espontaneamente se houver redução do peso corporal, obtida com a prática de exercícios físicos e dietas apropriadas.

Falência ovariana prematura

Anovulação também ocorre em mulheres mais velhas, pois a reserva ovariana (potencial reprodutivo da mulher em relação ao número de folículos nos ovários e a qualidade dos ovócitos) diminui com avanço da idade. Sendo assim, mulheres com idade avançada têm uma maior taxa de aneuploidia e uma qualidade geral mais baixa de ovócitos quando comparadas com as mulheres mais jovens. Entretanto, nem todas as mulheres da mesma idade possuem uma reserva ovariana igual, pois algumas mulheres podem esgotar suas reservas de folículos mais rápido que as outras, independentemente do número de folículos presentes. Contudo é preciso que procure um especialista em reprodução humana para ser feito avaliação da reserva ovariana de forma adequada.

Importante você saber que grande parte dos problemas que causa disfunção ovulatória podem ser tratados de forma mais simples, com apenas indução da ovulação sem a necessidade de procedimentos mais complexos como no tratamento da Fertilização in vitro. Contudo, para você que tem o ciclo irregular e não consegue engravidar, procure ajuda de um médico especialista para investigar, diagnosticar e tratar do seu caso.

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