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Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

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Descubra tudo sobre a gestação de gêmeos na FIV

A porcentagem de gestações múltiplas nos tratamentos de reprodução assistida (FIV – fertilização in vitro) gira ao redor de 20 a 25%, enquanto que naturalmente essa incidência é de 1%. Desde o primeiro tratamento realizado em 1986 aqui no Brasil, essa incidência aumentou cerca de 70%, correspondendo a 3,2% dos nascimentos, contabilizando as gravidezes naturais e pós-FIV.

Riscos envolvidos na gestação múltipla

Ter uma gestação múltipla aumenta os riscos para a mãe e para os bebês. As complicações mais frequentes para as mães são: infecção do trato urinário, anemia, diabetes, aumento da pressão arterial e trabalho de parto prematuro. As complicações fetais são: baixo peso ao nascer, alterações pulmonares e intestinais graves devido à prematuridade, problemas neurológicos que podem ser irreversíveis e cerca de 48% dos gemelares necessitam de UTI neonatal; esta porcentagem aumenta para 78% em caso de triplos (trigêmeos) ou mais.

Com o intuito de reduzir as possibilidades de gravidez múltiplas nos tratamentos de Fertilização in vitro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) adotou uma resolução para as transferências de embriões, limitando a sua quantidade conforme a idade da mãe:

Mulheres até 35 anos – até 02 embriões
Mulheres entre 36 e 39 anos – até 03 embriões
Mulheres com 40 anos ou mais – até 04 embriões

A estratégia adotada é alterada de acordo com a idade, justamente porque os problemas relacionados à infertilidade são associados diretamente à faixa etária da mulher, ou seja, quanto mais idade tem a mulher, menores as chances. Mesmo com essa limitação, as gestações múltiplas ainda acontecem. Uma alternativa adotada em alguns países é a transferência de um único embrião por tentativa, com resultados surpreendentes. Isso é chamado de SET – single embryo transfer, transferência de embrião único, na tradução do Inglês.

Aperfeiçoamento das técnicas favorece a transferência de um único embrião e diminui a chance de gestação múltipla

As técnicas de reprodução assistida foram aperfeiçoadas ao longo dos anos, possibilitando a escolha de um único embrião com potencial de gravidez.
A análise morfológica, ou seja, a avaliação visual desse embrião permanece o método de seleção mais utilizado nos laboratórios. Para auxiliar essa seleção pela morfologia embrionária, alguns equipamentos foram implantados aos laboratórios.

A Super ICSI é um equipamento que apresenta uma objetiva de maior poder de ampliação eletrônica das imagens, podendo observar os espermatozoides em detalhes, detectar seus defeitos e selecionar os melhores.

Outro equipamento é o Time-lapse, que pode oferecer um método de análise morfologia não invasivo. Eficaz para a seleção dos embriões, ele permite fotografar o desenvolvimento embrionário em sequência, possibilitando visualizar qualquer alteração no seu desenvolvimento, sem que seja necessário abrir a incubadora diariamente, o que acarretaria em perda da qualidade embrionária.

A biópsia embrionária é um método que permite avaliar alterações genéticas e cromossômicas dos embriões. É um método invasivo, mas que traz grandes resultados para mulheres com idade avançada, que têm maior risco de alterações genéticas.

No entanto com todas essas técnicas unidas, a seleção embrionária torna-se cada vez mais eficaz, possibilitando a transferência de um único embrião com grande potencial de gestação, reduzindo as chances de gravidez múltipla e suas consequências deletérias para a mãe e o bebê.

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