
FIV
Histeroscopia cirúrgica: o que ela corrige
Histeroscopia cirúrgica: o que ela corrige
Histeroscopia cirúrgica: o que ela corrige
Dra. Rariane Bernardino Marani
Dra. Rariane Bernardino Marani
Dra. Rariane Bernardino Marani
CRM-SP 276.093 · RQE 147.915
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A histeroscopia cirúrgica trata achados de dentro da cavidade uterina sem nenhum corte externo: pólipos, miomas submucosos, aderências intrauterinas e septos. É feita sob sedação, com alta no mesmo dia, e a recuperação costuma ser rápida. O intervalo até liberar novas tentativas varia com o achado tratado.
Como funciona
O acesso é o mesmo da histeroscopia diagnóstica: uma óptica entra pelo canal cervical e a cavidade é distendida com líquido.
A diferença está no instrumental. O histeroscópio cirúrgico permite passar pinças, tesouras ou alças de energia através de um canal de trabalho, e assim ressecar, cortar ou remover o que precisa ser tratado.
Não há incisão na parede abdominal. Todo o procedimento acontece por dentro, e é por isso que a recuperação é curta.
Costuma ser feito sob sedação, em centro cirúrgico, com alta no mesmo dia.
O que ela trata
Pólipos endometriais
São o achado mais frequente. A remoção em mulheres com infertilidade é conduta consolidada na prática: são lesões que ocupam espaço na cavidade, alteram o ambiente local e o procedimento tem risco baixo.
A recuperação é rápida e o intervalo até retomar tentativas costuma ser curto.
Miomas submucosos
Os miomas que crescem para dentro da cavidade são os que mais se associam a dificuldade de implantação e a sangramento. Quando são acessíveis por via histeroscópica, a ressecção é o tratamento de escolha.
O grau de penetração do mioma na parede define se a ressecção é possível em um tempo ou se exige dois. A conversa completa sobre quais miomas operar está em miomas e fertilidade.
Aderências intrauterinas
Faixas de tecido cicatricial dentro da cavidade, frequentemente associadas a curetagem ou infecção prévia. Nos casos extensos, o quadro recebe o nome de síndrome de Asherman.
O tratamento consiste em desfazer as aderências restaurando a cavidade. É a cirurgia com maior risco de recidiva do grupo, porque a manipulação que trata pode gerar novas aderências. Por isso costumam ser usadas estratégias de prevenção no pós-operatório e uma reavaliação da cavidade antes de liberar tentativas.
O prognóstico depende da extensão inicial e do quanto de endométrio funcionante permanece.
Septo uterino
É a malformação uterina mais frequente. A correção por via histeroscópica é tecnicamente simples, e a indicação merece uma conversa cuidadosa: um ensaio randomizado publicado nos últimos anos não demonstrou benefício claro da correção sobre desfechos reprodutivos, o que abriu discussão em uma conduta antes tida como consensual.
O tema está detalhado em malformações uterinas, e é um dos casos em que vale ouvir o raciocínio por trás da indicação.
Outros achados
Retirada de dispositivo intrauterino deslocado, avaliação e tratamento de defeitos cicatriciais de cesárea em casos selecionados, e biópsias dirigidas quando há suspeita de endometrite crônica.
Riscos
São pouco frequentes e vale conhecê-los.
Perfuração uterina, mais provável em cavidades distorcidas ou com aderências extensas.
Sangramento e infecção, ambos incomuns.
Complicações relacionadas ao meio de distensão, ligadas à absorção de líquido durante procedimentos longos, o que exige controle rigoroso pela equipe.
Formação de novas aderências depois do tratamento, sobretudo nas cirurgias mais extensas. É o risco que mais influencia a estratégia pós-operatória.
A recuperação
Cólica e sangramento discreto por alguns dias são esperados, e a maioria das pacientes retoma a rotina no dia seguinte ou em dois dias.
A orientação sobre relação sexual, exercício e uso de absorvente interno vem da equipe cirúrgica e varia com o procedimento realizado.
O intervalo até liberar tentativas depende do achado: curto para pólipos, mais longo para aderências extensas e miomas maiores. Em vários casos, a cavidade é reavaliada antes da liberação.
A anestesia e o dia do procedimento
Costuma ser feita sob sedação com anestesista, em regime de hospital-dia. Você chega em jejum, o procedimento dura de alguns minutos a cerca de uma hora conforme o achado, e a alta acontece no mesmo dia, com acompanhante.
O relatório cirúrgico descreve o que foi encontrado e o que foi feito. Guarde-o: ele orienta o intervalo até tentar e informa qualquer equipe que cuide de você depois.
Antes de operar, três perguntas
Qual achado será tratado, e por que ele importa no meu caso? Nem todo achado de imagem tem repercussão sobre a fertilidade.
Qual o intervalo previsto até eu poder tentar ou fazer uma transferência? Ele entra no planejamento, sobretudo quando a idade pesa.
Será necessária reavaliação depois? E, se sim, quando.
Um achado tratado sem indicação clara adia o tratamento e acrescenta risco sem contrapartida. Um achado com repercussão real, tratado antes da transferência, evita perder um embrião numa cavidade que não estava pronta.
Perguntas frequentes
Tem corte ou cicatriz?
Não. Todo o acesso é pelo canal cervical, e não há incisão na barriga. A recuperação é bem mais rápida do que a de uma cirurgia abdominal ou laparoscópica.
Quanto tempo até poder tentar engravidar?
Varia com o achado. Após a retirada de um pólipo, o intervalo costuma ser curto, de um a dois ciclos. Após tratamento de aderências extensas ou de um mioma submucoso maior, o intervalo é maior e a cavidade costuma ser reavaliada antes da liberação.
Retirar um pólipo aumenta a chance de engravidar?
A remoção de pólipos em mulheres com infertilidade é conduta consolidada na prática, com base na ideia de que ocupam espaço na cavidade e alteram o ambiente local. A qualidade da evidência varia conforme o tamanho e o contexto, e o procedimento é de baixo risco, o que sustenta a indicação na maioria dos casos.
Quais são os riscos?
São pouco frequentes: perfuração uterina, sangramento, infecção, e complicações relacionadas ao meio de distensão. Um risco específico é a formação de novas aderências depois do tratamento, sobretudo em cirurgias extensas, e existem estratégias para reduzi-lo.
Vou precisar repetir o exame depois?
Com frequência sim, sobretudo após tratamento de aderências ou de miomas maiores. A reavaliação confirma que a cavidade cicatrizou bem e que não se formaram novas aderências, antes de liberar as tentativas ou programar uma transferência.
Fontes
ASRM Practice Committee — Uterine septum: a guideline
ESHRE — Guideline on recurrent pregnancy loss
A histeroscopia cirúrgica trata achados de dentro da cavidade uterina sem nenhum corte externo: pólipos, miomas submucosos, aderências intrauterinas e septos. É feita sob sedação, com alta no mesmo dia, e a recuperação costuma ser rápida. O intervalo até liberar novas tentativas varia com o achado tratado.
Como funciona
O acesso é o mesmo da histeroscopia diagnóstica: uma óptica entra pelo canal cervical e a cavidade é distendida com líquido.
A diferença está no instrumental. O histeroscópio cirúrgico permite passar pinças, tesouras ou alças de energia através de um canal de trabalho, e assim ressecar, cortar ou remover o que precisa ser tratado.
Não há incisão na parede abdominal. Todo o procedimento acontece por dentro, e é por isso que a recuperação é curta.
Costuma ser feito sob sedação, em centro cirúrgico, com alta no mesmo dia.
O que ela trata
Pólipos endometriais
São o achado mais frequente. A remoção em mulheres com infertilidade é conduta consolidada na prática: são lesões que ocupam espaço na cavidade, alteram o ambiente local e o procedimento tem risco baixo.
A recuperação é rápida e o intervalo até retomar tentativas costuma ser curto.
Miomas submucosos
Os miomas que crescem para dentro da cavidade são os que mais se associam a dificuldade de implantação e a sangramento. Quando são acessíveis por via histeroscópica, a ressecção é o tratamento de escolha.
O grau de penetração do mioma na parede define se a ressecção é possível em um tempo ou se exige dois. A conversa completa sobre quais miomas operar está em miomas e fertilidade.
Aderências intrauterinas
Faixas de tecido cicatricial dentro da cavidade, frequentemente associadas a curetagem ou infecção prévia. Nos casos extensos, o quadro recebe o nome de síndrome de Asherman.
O tratamento consiste em desfazer as aderências restaurando a cavidade. É a cirurgia com maior risco de recidiva do grupo, porque a manipulação que trata pode gerar novas aderências. Por isso costumam ser usadas estratégias de prevenção no pós-operatório e uma reavaliação da cavidade antes de liberar tentativas.
O prognóstico depende da extensão inicial e do quanto de endométrio funcionante permanece.
Septo uterino
É a malformação uterina mais frequente. A correção por via histeroscópica é tecnicamente simples, e a indicação merece uma conversa cuidadosa: um ensaio randomizado publicado nos últimos anos não demonstrou benefício claro da correção sobre desfechos reprodutivos, o que abriu discussão em uma conduta antes tida como consensual.
O tema está detalhado em malformações uterinas, e é um dos casos em que vale ouvir o raciocínio por trás da indicação.
Outros achados
Retirada de dispositivo intrauterino deslocado, avaliação e tratamento de defeitos cicatriciais de cesárea em casos selecionados, e biópsias dirigidas quando há suspeita de endometrite crônica.
Riscos
São pouco frequentes e vale conhecê-los.
Perfuração uterina, mais provável em cavidades distorcidas ou com aderências extensas.
Sangramento e infecção, ambos incomuns.
Complicações relacionadas ao meio de distensão, ligadas à absorção de líquido durante procedimentos longos, o que exige controle rigoroso pela equipe.
Formação de novas aderências depois do tratamento, sobretudo nas cirurgias mais extensas. É o risco que mais influencia a estratégia pós-operatória.
A recuperação
Cólica e sangramento discreto por alguns dias são esperados, e a maioria das pacientes retoma a rotina no dia seguinte ou em dois dias.
A orientação sobre relação sexual, exercício e uso de absorvente interno vem da equipe cirúrgica e varia com o procedimento realizado.
O intervalo até liberar tentativas depende do achado: curto para pólipos, mais longo para aderências extensas e miomas maiores. Em vários casos, a cavidade é reavaliada antes da liberação.
A anestesia e o dia do procedimento
Costuma ser feita sob sedação com anestesista, em regime de hospital-dia. Você chega em jejum, o procedimento dura de alguns minutos a cerca de uma hora conforme o achado, e a alta acontece no mesmo dia, com acompanhante.
O relatório cirúrgico descreve o que foi encontrado e o que foi feito. Guarde-o: ele orienta o intervalo até tentar e informa qualquer equipe que cuide de você depois.
Antes de operar, três perguntas
Qual achado será tratado, e por que ele importa no meu caso? Nem todo achado de imagem tem repercussão sobre a fertilidade.
Qual o intervalo previsto até eu poder tentar ou fazer uma transferência? Ele entra no planejamento, sobretudo quando a idade pesa.
Será necessária reavaliação depois? E, se sim, quando.
Um achado tratado sem indicação clara adia o tratamento e acrescenta risco sem contrapartida. Um achado com repercussão real, tratado antes da transferência, evita perder um embrião numa cavidade que não estava pronta.
Perguntas frequentes
Tem corte ou cicatriz?
Não. Todo o acesso é pelo canal cervical, e não há incisão na barriga. A recuperação é bem mais rápida do que a de uma cirurgia abdominal ou laparoscópica.
Quanto tempo até poder tentar engravidar?
Varia com o achado. Após a retirada de um pólipo, o intervalo costuma ser curto, de um a dois ciclos. Após tratamento de aderências extensas ou de um mioma submucoso maior, o intervalo é maior e a cavidade costuma ser reavaliada antes da liberação.
Retirar um pólipo aumenta a chance de engravidar?
A remoção de pólipos em mulheres com infertilidade é conduta consolidada na prática, com base na ideia de que ocupam espaço na cavidade e alteram o ambiente local. A qualidade da evidência varia conforme o tamanho e o contexto, e o procedimento é de baixo risco, o que sustenta a indicação na maioria dos casos.
Quais são os riscos?
São pouco frequentes: perfuração uterina, sangramento, infecção, e complicações relacionadas ao meio de distensão. Um risco específico é a formação de novas aderências depois do tratamento, sobretudo em cirurgias extensas, e existem estratégias para reduzi-lo.
Vou precisar repetir o exame depois?
Com frequência sim, sobretudo após tratamento de aderências ou de miomas maiores. A reavaliação confirma que a cavidade cicatrizou bem e que não se formaram novas aderências, antes de liberar as tentativas ou programar uma transferência.
Fontes
ASRM Practice Committee — Uterine septum: a guideline
ESHRE — Guideline on recurrent pregnancy loss
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NVS Clínica de Medicina Avançada LTDA. CNPJ 27.595.526/0001-18
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