
FIV
Primeira consulta de reprodução: o que levar e o que perguntar
Primeira consulta de reprodução: o que levar e o que perguntar
Primeira consulta de reprodução: o que levar e o que perguntar
Dra. Rariane Bernardino Marani
Dra. Rariane Bernardino Marani
Dra. Rariane Bernardino Marani
CRM-SP 276.093 · RQE 147.915
CRM-SP 276.093 · RQE 147.915
CRM-SP 276.093 · RQE 147.915

Leve os exames dos últimos dois anos, a lista de medicamentos em uso, o histórico de cirurgias e gestações e, se houver, os relatórios de tratamentos anteriores. A consulta inicial serve para entender a história do casal e definir a investigação, não para começar tratamento. As perguntas que mais mudam a conversa são sobre prognóstico do seu caso, alternativas menos complexas e o que os exames pedidos vão decidir.
O que levar
Nada aqui é obrigatório, mas cada item poupa tempo e dinheiro.
Exames dos últimos dois anos, mesmo os que você acha que não têm relação: hemograma, hormônios, ultrassons, sorologias. Traga também espermograma anterior, se existir. Relatórios de cirurgias, especialmente as pélvicas e abdominais — laparoscopia, cesárea, cirurgia de endometriose, retirada de cisto. Se houve tratamento de fertilidade antes, os relatórios do ciclo valem ouro: dose de medicação usada, número de óvulos coletados, quantos fertilizaram, quantos chegaram a blastocisto e o que foi transferido.
Some a isso a lista de medicamentos e suplementos em uso, com dose, e um resumo da história menstrual: idade da primeira menstruação, regularidade, intensidade do fluxo, cólicas que atrapalham a rotina.
O que não fazer é sair pedindo exames por conta própria antes de vir. Boa parte deles depende de um dia específico do ciclo, e um exame colhido fora da janela precisa ser repetido.
Como a consulta funciona
A primeira consulta é sobretudo conversa. História do casal, tempo de tentativa, frequência das relações, ciclos, sintomas, antecedentes de saúde de cada um, histórico familiar. Exame físico e, na maioria das vezes, ultrassom transvaginal para avaliar útero e contagem de folículos antrais.
O que sai dela é um plano de investigação, não um tratamento. Isso costuma frustrar quem chegou querendo resolver, e é a parte mais importante de fazer direito. Indicar FIV antes de saber por que a gravidez não vem é apostar sem olhar as cartas.
As perguntas que valem a pena
Muita gente sai da consulta com a sensação de ter esquecido de perguntar o que importava. Estas são as que mais mudam a qualidade da conversa.
Qual é a hipótese principal para o meu caso? Você tem direito a uma hipótese, mesmo que provisória, e à explicação do raciocínio.
Para que serve cada exame que você está pedindo? A resposta boa é específica: este exame decide entre A e B; aquele confirma ou afasta tal coisa. Se um exame não muda nenhuma conduta, ele não precisa ser feito.
Existe um caminho menos complexo antes da FIV? Dependendo do quadro, coito programado ou inseminação intrauterina podem fazer sentido. E também existe o contrário: casos em que insistir em baixa complexidade só consome tempo, que é o recurso mais escasso quando a idade pesa. Vale ouvir o argumento nos dois sentidos.
Qual é o meu prognóstico, e com base em quê? Aqui o que interessa é como o médico chega ao número, não o número em si. Idade, reserva ovariana, causa da infertilidade e histórico de tentativas anteriores são o que sustenta uma estimativa. Se a resposta for uma taxa genérica da clínica, ela não é sobre você.
Quem faz o quê? Quem conduz o ciclo, quem faz a punção, onde fica o laboratório, quem manipula os óvulos e embriões. É uma pergunta simples e reveladora.
Qual o cronograma provável? Quanto tempo até a investigação terminar, e quando um eventual ciclo começaria.
O que vem depois, se não der certo? Um serviço que já pensou no plano B pensou no seu caso a sério.
Sobre custo, na consulta certa
A conversa sobre valor tem hora, e ela não é antes da investigação. Com os exames em mãos, a equipe consegue estimar dose de medicação, técnicas necessárias e número provável de ciclos, e aí o orçamento significa alguma coisa. Antes disso, qualquer número é chute.
Quando chegar a hora, vale saber o que está sendo comparado. Os quatro blocos do orçamento estão em o que compõe o custo de uma FIV.
Seus direitos na consulta
A Lei 15.378/2026, o Estatuto dos Direitos do Paciente, reforça o que já valia: você tem direito à informação clara sobre diagnóstico, alternativas de tratamento, riscos e prognóstico, em linguagem que você entenda. Tem direito de acesso ao seu prontuário e aos seus laudos. E tem direito de recusar ou interromper tratamento a qualquer momento.
Vale usar esses direitos sem constrangimento. Pedir para o médico repetir uma explicação, gravar a consulta com autorização, levar alguém junto para ajudar a lembrar, pedir a segunda opinião. Nada disso ofende ninguém que faça o trabalho direito.
Quando marcar
O marco habitual é um ano de tentativas sem gravidez, ou seis meses se a mulher tem mais de 35 anos. Antes disso, se houver ciclos muito irregulares, endometriose conhecida, cirurgia pélvica prévia, quimioterapia, alteração já documentada no espermograma ou perdas gestacionais de repetição.
A avaliação de fertilidade é o ponto de entrada. Se você está em dúvida se já é hora, quando procurar uma clínica de reprodução traz os critérios com mais detalhe.
Perguntas frequentes
Os dois precisam ir na primeira consulta?
Idealmente sim, quando existe um casal. Em torno de metade dos casos envolve fator masculino, isolado ou associado, e a história clínica do parceiro faz parte da investigação. Quando não é possível, a consulta acontece do mesmo jeito e o parceiro é avaliado em seguida.
Preciso levar exames prontos?
Leve o que já tiver, mesmo antigo, mesmo que pareça irrelevante. Exames de até dois anos costumam ser úteis e evitam repetição. Não precisa fazer exames novos por conta própria antes da consulta: parte deles depende de um dia específico do ciclo, e pedir na ordem errada só gera custo.
Já saio da primeira consulta com o tratamento definido?
Raramente, e desconfie quando sair. A consulta inicial define a investigação. A conduta se define depois, com os resultados na mesa. Uma indicação de FIV feita antes de investigar é uma indicação feita no escuro.
Quanto tempo leva da primeira consulta ao início do tratamento?
Depende do que a investigação encontrar e do ciclo menstrual, já que vários exames têm dia certo para serem feitos. Um intervalo de algumas semanas até um par de meses é comum. Vale perguntar à equipe o cronograma estimado do seu caso.
Posso pedir uma segunda opinião?
Pode, e é legítimo em qualquer momento. Você tem direito de acesso ao seu prontuário e aos laudos dos seus exames. Um serviço que reage mal a esse pedido está dizendo algo sobre si mesmo.
Fontes
Lei 15.378/2026 — Estatuto dos Direitos do Paciente
Conselho Federal de Medicina — Resolução 2.320/2022
Leve os exames dos últimos dois anos, a lista de medicamentos em uso, o histórico de cirurgias e gestações e, se houver, os relatórios de tratamentos anteriores. A consulta inicial serve para entender a história do casal e definir a investigação, não para começar tratamento. As perguntas que mais mudam a conversa são sobre prognóstico do seu caso, alternativas menos complexas e o que os exames pedidos vão decidir.
O que levar
Nada aqui é obrigatório, mas cada item poupa tempo e dinheiro.
Exames dos últimos dois anos, mesmo os que você acha que não têm relação: hemograma, hormônios, ultrassons, sorologias. Traga também espermograma anterior, se existir. Relatórios de cirurgias, especialmente as pélvicas e abdominais — laparoscopia, cesárea, cirurgia de endometriose, retirada de cisto. Se houve tratamento de fertilidade antes, os relatórios do ciclo valem ouro: dose de medicação usada, número de óvulos coletados, quantos fertilizaram, quantos chegaram a blastocisto e o que foi transferido.
Some a isso a lista de medicamentos e suplementos em uso, com dose, e um resumo da história menstrual: idade da primeira menstruação, regularidade, intensidade do fluxo, cólicas que atrapalham a rotina.
O que não fazer é sair pedindo exames por conta própria antes de vir. Boa parte deles depende de um dia específico do ciclo, e um exame colhido fora da janela precisa ser repetido.
Como a consulta funciona
A primeira consulta é sobretudo conversa. História do casal, tempo de tentativa, frequência das relações, ciclos, sintomas, antecedentes de saúde de cada um, histórico familiar. Exame físico e, na maioria das vezes, ultrassom transvaginal para avaliar útero e contagem de folículos antrais.
O que sai dela é um plano de investigação, não um tratamento. Isso costuma frustrar quem chegou querendo resolver, e é a parte mais importante de fazer direito. Indicar FIV antes de saber por que a gravidez não vem é apostar sem olhar as cartas.
As perguntas que valem a pena
Muita gente sai da consulta com a sensação de ter esquecido de perguntar o que importava. Estas são as que mais mudam a qualidade da conversa.
Qual é a hipótese principal para o meu caso? Você tem direito a uma hipótese, mesmo que provisória, e à explicação do raciocínio.
Para que serve cada exame que você está pedindo? A resposta boa é específica: este exame decide entre A e B; aquele confirma ou afasta tal coisa. Se um exame não muda nenhuma conduta, ele não precisa ser feito.
Existe um caminho menos complexo antes da FIV? Dependendo do quadro, coito programado ou inseminação intrauterina podem fazer sentido. E também existe o contrário: casos em que insistir em baixa complexidade só consome tempo, que é o recurso mais escasso quando a idade pesa. Vale ouvir o argumento nos dois sentidos.
Qual é o meu prognóstico, e com base em quê? Aqui o que interessa é como o médico chega ao número, não o número em si. Idade, reserva ovariana, causa da infertilidade e histórico de tentativas anteriores são o que sustenta uma estimativa. Se a resposta for uma taxa genérica da clínica, ela não é sobre você.
Quem faz o quê? Quem conduz o ciclo, quem faz a punção, onde fica o laboratório, quem manipula os óvulos e embriões. É uma pergunta simples e reveladora.
Qual o cronograma provável? Quanto tempo até a investigação terminar, e quando um eventual ciclo começaria.
O que vem depois, se não der certo? Um serviço que já pensou no plano B pensou no seu caso a sério.
Sobre custo, na consulta certa
A conversa sobre valor tem hora, e ela não é antes da investigação. Com os exames em mãos, a equipe consegue estimar dose de medicação, técnicas necessárias e número provável de ciclos, e aí o orçamento significa alguma coisa. Antes disso, qualquer número é chute.
Quando chegar a hora, vale saber o que está sendo comparado. Os quatro blocos do orçamento estão em o que compõe o custo de uma FIV.
Seus direitos na consulta
A Lei 15.378/2026, o Estatuto dos Direitos do Paciente, reforça o que já valia: você tem direito à informação clara sobre diagnóstico, alternativas de tratamento, riscos e prognóstico, em linguagem que você entenda. Tem direito de acesso ao seu prontuário e aos seus laudos. E tem direito de recusar ou interromper tratamento a qualquer momento.
Vale usar esses direitos sem constrangimento. Pedir para o médico repetir uma explicação, gravar a consulta com autorização, levar alguém junto para ajudar a lembrar, pedir a segunda opinião. Nada disso ofende ninguém que faça o trabalho direito.
Quando marcar
O marco habitual é um ano de tentativas sem gravidez, ou seis meses se a mulher tem mais de 35 anos. Antes disso, se houver ciclos muito irregulares, endometriose conhecida, cirurgia pélvica prévia, quimioterapia, alteração já documentada no espermograma ou perdas gestacionais de repetição.
A avaliação de fertilidade é o ponto de entrada. Se você está em dúvida se já é hora, quando procurar uma clínica de reprodução traz os critérios com mais detalhe.
Perguntas frequentes
Os dois precisam ir na primeira consulta?
Idealmente sim, quando existe um casal. Em torno de metade dos casos envolve fator masculino, isolado ou associado, e a história clínica do parceiro faz parte da investigação. Quando não é possível, a consulta acontece do mesmo jeito e o parceiro é avaliado em seguida.
Preciso levar exames prontos?
Leve o que já tiver, mesmo antigo, mesmo que pareça irrelevante. Exames de até dois anos costumam ser úteis e evitam repetição. Não precisa fazer exames novos por conta própria antes da consulta: parte deles depende de um dia específico do ciclo, e pedir na ordem errada só gera custo.
Já saio da primeira consulta com o tratamento definido?
Raramente, e desconfie quando sair. A consulta inicial define a investigação. A conduta se define depois, com os resultados na mesa. Uma indicação de FIV feita antes de investigar é uma indicação feita no escuro.
Quanto tempo leva da primeira consulta ao início do tratamento?
Depende do que a investigação encontrar e do ciclo menstrual, já que vários exames têm dia certo para serem feitos. Um intervalo de algumas semanas até um par de meses é comum. Vale perguntar à equipe o cronograma estimado do seu caso.
Posso pedir uma segunda opinião?
Pode, e é legítimo em qualquer momento. Você tem direito de acesso ao seu prontuário e aos laudos dos seus exames. Um serviço que reage mal a esse pedido está dizendo algo sobre si mesmo.
Fontes
Lei 15.378/2026 — Estatuto dos Direitos do Paciente
Conselho Federal de Medicina — Resolução 2.320/2022
Compartilhe essa postagem:
Continue lendo

Talvez este seja o
momento de começar
Talvez este seja o
momento de começar
Se você está buscando respostas, planejamento ou tratamento, nossa equipe está pronta para ouvir sua história e construir, junto com você, o melhor caminho possível.
Se você está buscando respostas, planejamento ou tratamento,
nossa equipe está pronta para ouvir sua história e construir, junto
com você, o melhor caminho possível.



Talvez este seja o momento de começar
Se você está buscando respostas, planejamento ou tratamento, nossa equipe está pronta para ouvir sua história e construir, junto com você, o melhor caminho possível.

Neo Vita © 2026 - Todos os Direitos Reservados.
NVS Clínica de Medicina Avançada LTDA. CNPJ 27.595.526/0001-18
Neo Vita © 2026 - Todos os Direitos Reservados.
NVS Clínica de Medicina Avançada LTDA. CNPJ 27.595.526/0001-18
Neo Vita © 2026 - Todos os Direitos Reservados.
NVS Clínica de Medicina Avançada LTDA. CNPJ 27.595.526/0001-18




