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Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD): conheça o procedimento, indicação e sua relação com a FIV.

Sem categoria 20/09/2019
Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD): conheça o procedimento, indicação e sua relação com a FIV.

O que é PGD?

O diagnóstico genético pré-implantacional, também chamado de biópsia embrionária, tem a função de verificar se há alguma alteração cromossômica ou genética no embrião. Deste modo, o procedimento é realizado antes da transferência do embrião para o útero da mãe. Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) refere-se ao teste de um embrião quando um ou ambos os pais carregam uma mutação genética. O PGD consiste em remover uma ou mais células do blastocisto a fim de testá-lo para uma doença genética específica, antes de ser feito a transferência do embrião. Por outro lado, também há o Screening genético pré- implantacional (PGS) e este refere-se ao teste de embriões quanto aneuploidias. Aneuploidias significa aumento ou redução no número normal de cromossomos. Deste modo, O PGS é o rastreamento dos embriões para qualquer alteração cromossômica que possa ser encontrada em casos em que ocorreram tentativas de FIV mal sucedidas, abortos de repetição ou idade materna avançada.

Indicação para biópsia embrionária

O procedimento de biópsia embrionária é indicado para casais que possuam um alto risco de ter um filho afetado por uma doença genética. Casais com falhas de implantação, ou que tenham tido abortos de repetição e fator masculino grave são grandes candidatos para realizar a técnica. Outra indicação são casais em que pelo menos um dos parceiros carrega alguma alteração genética já conhecida, mesmo que não tenha manifestado sintomas. Neste caso, pode-se escolher o sexo, pois a indicação do procedimento é para síndromes ligadas ao sexo (cromossomos sexuais), onde as doenças são transmitidas apenas para embrião de determinado gênero.

A biópsia embrionária e sua relação com o tratamento de FIV

Para os casais que optam pela realização da biópsia embrionária, o processo de fertilização assistida é um procedimento obrigatório embora eles não possuam, na maior parte das vezes, problemas de fertilidade. Com a biópsia embrionária, é possível detectar perdas e ganhos cromossômicos através de um teste genético realizado em células de embriões em estágio de blastocisto, antes da transferência para o endométrio.  A biópsia diagnostica busca alterações cromossômicas e também avalia chances de implantação em relação à qualidade embrionária, mas lembre que a análise endometrial para avaliação da receptividade uterina também é importante.

Como é realizada a biópsia embrionária?

A biópsia embrionária pode ser realizada em embriões de 3 dias (estágio de clivagem) ou em estágio de blastocisto. Com o uso de um equipamento a laser são extraídas algumas células do embrião com precisão, no intuito de minimizar o risco de danificar os embriões em desenvolvimento. A biópsia em blastocisto é realizada com a retirada de células do trofoectoderma, enquanto que na biópsia em estágio de clivagem a remoção de um blastômero pode prejudicar o desenvolvimento embrionário. O procedimento de biópsia embrionária é realizado no laboratório de embriologia. No entanto, as células retiradas são enviadas ao laboratório de genética para análise. Enquanto isso, os embriões continuam em desenvolvimento ou são crio preservados para serem transferidos posteriormente após o resultado da biópsia.

Crédito: kzenon / Tipo de licença: Royalty-free / Coleção: iStock / Getty Images Plus

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