(11) 5052-1000
Neo Vita - Reprodução Humana e Saúde Reprodutiva

Resp Técnico: Dr. Fernando P. Ferreira

CRM-SP: 103.984 | RQE: 39.163.1

A EPIGENÉTICA

Como somos diferentes?

Tenho certeza de que será uma surpresa para você saber que 99,9% dos genes são idênticos para cada pessoa. Isto significa que as diferenças que vemos ao nascimento não dependem se a criança tem um gene específico herdado de você; as diferenças são o resultado de variações pequenas em um único gene, mas sobretudo os efeitos do ambiente determinam como será expresso o código genético.

Epigenetica - Funcionamento

Os dois principais mecanismos da Epigenética: as Histonas (que “enrolam” e inativam o DNA) e a Metilação (o radical “Metil” inativa um gene).

O poder do útero

O DNA não produz vida. É seu ventre que, independente da origem do óvulo, vai determinar a nutrição e o desenvolvimento de um novo ser. Os efeitos do ambiente (seu útero) sobre os genes do embrião em desenvolvimento são incríveis. Nosso código genético possui verdadeiras “chaves de liga/desliga”, que ativam ou inativam a ação dos genes. Quem determina quais genes serão ativados ou não, é o ambiente (útero). Esta ativação/inativação em apenas certos genes é afetada por muitos fatores diferentes durante nossa vida, incluindo o estilo de vida, os hormônios, a exposição a agentes cancerígenos, temperatura e, entre outros fatores, o funcionamento fisiológico do corpo. Como nos sentimos, pensamos e reagimos também leva certos genes a ser expressos e outros inativados. Estes mecanismos de ativação e inativação estão fora do código genético e os chamamos de fatores epigenéticos (do Grego: epi = além de + genética). A expressão dos genes começa no útero. A mulher grávida, com seu útero representando o meio ambiente, é responsável pela forma como os genes do bebê serão expressos. Esta fase inicial da vida, as primeiras 40 semanas ou mais, começa a moldar as características da criança ao nascer. Evidências cientificas têm demonstrado que os genes e o DNA não são responsáveis pela especificidade dos seres humanos. Algumas teorias têm sugerido que até mesmo o modo “como nós pensamos” pode afetar a expressão dos genes. Eles podem ser expressos ou permanecer adormecidos, dependendo de sinais provenientes do exterior da célula.

Como exemplo, temos o caso da mosca doméstica (mosca da fruta), chamada cienticamente de Drosophila melanogaster. Uma cepa de laboratório da mosca tem olhos brancos. Se a temperatura do ambiente em que os embriões são normalmente cultivados sai de 25 graus e é rapidamente aumentada para 37 graus Celsius, as moscas nascem com olhos vermelhos. Se essas moscas são novamente cruzadas, as gerações seguintes são em parte de olhos vermelhos,
mesmo que a temperatura seja mantida em 25 graus.

Outro exemplo muito interessante é o dos camundongo Agouti. Geneticamente são idênticos, mas se fêmeas forem alimentadas durante a gestação de maneira diferente, sua prole será completamente distinta. Quando a alimentação é rica em suplementos, inclusive ácido fólico (que serve como fonte de Metilação (mecanismo que inativa um gene), o gene “agouti” é metilado (inativado) e os filhotes nascem com a pelugem marrom. Quando não há uma alimentação rica em suplementos, o gene “agouti” continua ativo (não-metilado) e confere pelugem amarelada à prole, bem como diabetes, obesidade e risco de tumores nos camundongos quando atingirem a idade adulta.

Camundongos Agouti: o de pelugem amarelada nasceu de uma mãe com dieta pobre em ácido fólico, causando obesidade, diabetes e surgimento de tumores.

O efeito da epigenética na concepção dos óvulos doados:

Lembrando que 99,9% dos genes de um bebê são idênticos aos de todos os outros seres humanos, temos que apenas o 0,1% restante é responsável por todas as variações que vemos nas pessoas. Um bebê concebido de um óvulo doado (que tem aproximadamente o tamanho de um ponto, ou seja, 100 micrômetros) recebe as “instruções” sobre a expressão dos seus genes da mulher que o carrega (a gestante) e não da que o doou. Isto significa que um bebê concebido através óvulo doado tem três pais biológicos: um pai, a doadora do óvulo e a mulher que o carrega na gravidez. A criança que nasce será física e emocionalmente diferente da mulher que o doou. Em outras palavras, a mãe que gesta influencia o que a criança será e assim, em nível genético, é seu filho.

Talvez o maior mito envolve a gravidez diz respeito quão fato de que o útero seria simplesmente uma incubadora. Nada poderia estar mais longe da verdade. O aspecto mais importante de todas as gestações – incluindo a decorrente de doação de óvulos – é que o crescimento de cada célula do corpo do feto em desenvolvimento é construído a partir do corpo da mãe grávida. O tecido de revestimento do seu útero (o endométrio) irá contribuir para a formação da placenta. O feto usará proteínas de seu corpo; o feto usará seu cálcio, seus açúcares, nitratos e fluídos. Assim, você não é passiva neste processo. Você determina como será seu filho.

Referências na Literatura Médica:

World Health Organization, Department of Reproductive Health and Research.

WHO laboratory manual for the examination and processing of human semen”. Fifth edition. 2010.

agende uma consulta
com um especialista!

Desenvolvido por AO5 Marketing Digital

Fale por Whatsapp