

Avaliação inicial
Exames e consultas para mapear o perfil do casal e definir o protocolo mais adequado.
Acompanhamento psicológico
Uso de hormônios para estimular o desenvolvimento de múltiplos óvulos no mesmo ciclo.
Coleta dos óvulos
Procedimento minimamente invasivo realizado sob sedação.
Fertilização em laboratório
Óvulos e espermatozoides são colocados em contato ou fertilizados por técnicas avançadas.
Cultivo embrionário
Os embriões são acompanhados por embriologistas especializados.
Transferência embrionária
O embrião é transferido para o útero em momento ideal de receptividade endometrial.



Entenda melhor o caso
Mesmo quando o sêmen apresenta boa qualidade, a mulher ovula regularmente e o útero é saudável, a ausência de trompas funcionantes impossibilita o encontro natural entre óvulo e espermatozoide. Foi justamente para contornar essa limitação biológica que a FIV surgiu, permitindo que a fecundação aconteça fora do corpo e o embrião seja transferido diretamente para o útero.
Com o avanço da medicina reprodutiva, suas indicações foram ampliadas ao longo dos anos. Hoje a FIV é recomendada também para endometriose, infertilidade sem causa aparente, fator masculino, baixa reserva ovariana, idade materna avançada e falhas em tratamentos anteriores, como inseminações ou outras tentativas que não resultaram em gravidez.
Mais do que um procedimento, a FIV tornou-se uma estratégia personalizada de tratamento, capaz de se adaptar às diferentes causas, e combinações de causas, que dificultam a chegada de um casal à gravidez.
Fundamentos para
o sucesso do tratamento
Avaliação feminina
Avaliação masculina
O sucesso da fertilização in vitro está diretamente relacionado à reserva ovariana, fortemente associada à idade da mulher. Os principais indicadores são o FSH elevado (>20 mUI/mL) e o Hormônio Anti-Mülleriano baixo (<0,16 ng/mL). De modo geral, até os 37 anos a reserva ovariana tende a ser mais favorável; após essa fase, ocorre redução progressiva do potencial reprodutivo.
Outro fator essencial é a integridade da cavidade uterina, avaliada por exames de imagem como a Histerossalpingografia (HSG), exame radiológico realizado entre o 8º e 12º dia do ciclo; a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliação detalhada do útero e endométrio; e a histeroscopia, que visualiza diretamente o interior uterino. Essas avaliações permitem diagnosticar pólipos, miomas, aderências intrauterinas e malformações uterinas.

Escrito por:
CRM/SP 103.984 - RQE 391631





